Trabalhadores do Boi Bumbá Garantido receberão indenização por trabalho degradante

O boi da baixa do São José arcará com mais de 400 mil reais em verbas rescisórias e dano moral coletivo e individual.

A Associação Folclórica Boi Bumbá Garantido firmou, na quarta-feira passada, 9, um acordo judicial na Vara do Trabalho do município de Parintins, à 315 km distante de Manaus, capital do Amazonas, para o pagamento de verbas rescisórias e indenizações por danos morais coletivo e individual, em razão das condições degradantes de trabalho a que, aproximadamente, 160 artistas foram submetidos. O acordo só foi possí­vel graças a uma ação civil pública (ACP) movida pelo Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT 11a. Região), por meio do procurador do Trabalho Tiago Muniz Cavalcanti.

A degradação humana sofrida pelos trabalhadores foi constada durante fiscalização do MPT nos galpões do Garantido durante o último Festival Folclórico de Parintins, em 2012. No local, foram encontradas diversas irregularidades como trabalhadores não registrados, ambiente sujo e desorganizado, lixo por todo o ambiente de trabalho, banheiros sem higiene, risco de eletrocussão, descaso com a segurança dos trabalhadores, jornadas excessivas de trabalho e atrasos no pagamento de salários e inadimplência das verbas rescisórias.

"A degradância humana estava notadamente presente no ambiente de trabalho da Associação Garantido. Foram inúmeras irregularidades constatadas pelos órgãos públicos fiscalizadores, desde trabalho a céu aberto até instalações sanitárias precárias, Eram apenas dois banheiros químicos sem higiene, com forte odor, sem pias para todos os 160 trabalhadores. A lesão à esfera moral da coletividade e de cada um desses trabalhadores precisava de reparação compensatória, e o acordo judicial atendeu seu objetivo precípuo", esclareceu o procurador.

Com o acordo cada trabalhador receberá a quantia de 1,5 mil reais por dano moral individual e, ainda, o Garantido pagará 40 mil reais referente a dano moral coletivo que deverá ser revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). No total, a decisão movimentará uma quantia de 400 mil reais.

Imprimir

Escolas Municipais devem aderir ao projeto MPT na escola

Procuradores do Trabalho se reuniram com Secretário de Educação do Município Pauderney Avelino

Nesta sexta-feira, 11, a coordenadora no Amazonas da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância), a procuradora do Trabalho, Alzira Melo Costa e o procurador chefe do MPT 11.ª Região, Jeibson dos Santos Justiniano estiveram reunidos com o Secretário Municipal de Educação, Pauderney Avelino, com objetivo de apresentar ao município, o projeto "MPT na escola".

img_4883_custom
img_4883_custom
visita_semed01
visita_semed01


Os representantes do MPT esclareceram ao Secretário os objetivos gerais e específicos do projeto, que consiste em um conjunto de ações voltadas para a promoção de debates, nas escolas de ensino fundamental, dos temas relativos aos direitos da criança e do adolescente, especialmente a erradicação do trabalho infantil e a proteção ao trabalhador adolescente.

O projeto foi recebido com entusiasmo pelo Secretário Pauderney que enxergou o MPT na escola como mais uma ferramenta de atrair o aluno para dentro de sala de aula. "A escola é um excelente canal de propagação do assunto erradicação do trabalho infantil", afirmou a procuradora do Trabalho Alzira Melo Costa.

A reunião foi, apenas, um início das tratativas para uma possí­vel formalização de um Termo de Cooperação Técnica de forma que o município de Manaus seria o primeiro, no Amazonas, a inserir formalmente a temática no conteúdo pedagógico.

Nos próximos dias, os representantes do MPT e da Secretaria de Educação deverão se reunir para definir um cronograma de atividades.

Imprimir

Procuradores e servidores do MPT participam de treinamento para utilização de ferramenta eletrônica da Justiça do Trabalho

Para se adequarem ao novo sistema da Justiça Trabalhista, o chamado Processo Judicial Eletrônico (PJe-JT), os procuradores e servidores do Ministério Público do Trabalho da 11.ª Região (Amazonas e Roraima) participaram, nesta sexta-feira, 11, na Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (EJUD11), do "Curso de Prática em Pje-JT.

Em linguagem moderna e atendendo aos padrões internacionais de segurança, o PJe-JT permite a prática de atos processuais diretamente no sistema, sem necessidade de digitalizar folhas em papel, sendo um sistema único para todo o Brasil e que funciona pela internet 24 horas por dia.

O curso foi ministrado pelas Juízas do Trabalho Substitutas Carolina de Souza Lacerda Aires França, Gisele Araújo Loureiro de Lima e Carla Priscilla Silva Nobre e foi realizado no auditório (laboratório de Informática) do Fórum Trabalhista de Manaus, situado à avenida Djalma Batista, no horário da 9h às 13h.

Para utilizar o sistema, os procuradores do Trabalho precisam da certificação digital. Além de identificar com precisão pessoas físicas e jurídicas, o certificado garante confiabilidade, privacidade, integridade e inviolabilidade em mensagens e diversos tipos de transações realizadas na internet. Trata-se de medida de segurança para o usuário e para o próprio sistema.

Imprimir

MPT 11ª Região recebe novos procuradores

Dos 35 procuradores do Trabalho empossados em dezembro do ano passado, quatro irão atuar nos Estados do Amazonas e de Roraima, são eles: Ilan Fonseca de Souza, Vitor Borges da Silva, Renata Falcone Capistrano da Silva, Ana Carolina Martinhago Balam. Leia, abaixo, um perfil dos novos integrantes do MPT 11.ª Região.
novos_procuradores
novos_procuradores
Dr. Vitor, Dra. Ana Carolina, Dr. Ilan, Dra. Renata (da esquerda para à direita)

Vitor Borges da Silva, 26, natural de Vitória/ES. Atuou, anteriormente, como analista judiciário no Tribunal Regional do Trabalho, no Espírito Santo.
"Me interessei muito pela rica cultura do Estado do Amazonas, então minhas expectativas para a nova função são as melhores. Desejo trabalhar nas mais diversas áreas no MPT, para só então definir as áreas de maior interesse e direcionar minha atuação."

Ana Carolina Martinhago Balam, 30, natural de Curitiba/PR. Atuou como assessora da vice-presidência, no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região.
"O MPT despertou o meu interesse por conta da importância da atuação e pela transformação social que desenvolve. E este Estado era uma das melhores opções de escolha quando prestei o concurso. O Amazonas poderá contar com o meu melhor desempenho profissional."

Ilan Fonseca de Souza, 34, natural de Salvador/BA. Atuou, anteriormente, como auditor fiscal do trabalho, na Bahia.
"Como auditor fiscal já tinha alcançado minhas metas. Senti a necessidade de novas formas de atuação. Ao conviver com o MPT, na minha antiga função, pude observar a falta de pessoas com perfil mais combativo, perfil este que trago agora para o cargo que estou assumindo. Minhas preferências são atuar nas áreas de segurança e saúde no trabalho e trabalho escravo."

Renata Falcone Capistrano da Silva, 27, natural de São Paulo/SP. Foi servidora pública, sem vínculo, do MPT, em São Paulo.
"Fui estagiária e servidora do MPT e fiquei encantada com a atuação dos Procuradores do Trabalho e a possibilidade de contribuir para a realização da Justiça Social. Em Roraima, onde irei atuar, quero conhecer uma realidade diferente de onde venho e tentar fazer um bom trabalho, que faça diferença para a população local".


Imprimir

Postos de gasolina de Manaus firmam TAC junto ao MPT

Nesta quarta-feira, 9, sete empresas pertencentes a dois grupos de postos de gasolina firmaram perante o Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT - 11a. Região) Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A medida foi adotada após o recebimento de denúncias sobre irregularidades trabalhistas. Um dos grupos é composto pelas firmas Conterpe e Auto Posto Master LTDA e, no outro grupo, fazem parte a Conserviço, Copev, Podium Pneus, Comercial São Francisco LTDA e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro LTDA.

O Procurador do Trabalho Jorsinei Dourado do Nascimento, solicitou, há cerca de três meses, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/AM) uma fiscalização das organizações para que fosse verificada procedência da acusação que incluía itens como falta de assinatura de carteira de trabalho, do pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), não realização de exames médicos admissionais e periódicos e inadequação com o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).

Tendo sido verificada a veracidade da denúncia, que afeta mais de trezentos trabalhadores vinculados às empresas, o TAC tem o objetivo de sanar todas as irregularidades trabalhistas encontradas nos locais sob pena de receberem multas que variam de R$ 200,00 à R$ 500,00 por dia e/ou por trabalhador envolvido.

As empresas que prestam serviços dentro dos postos de gasolina, como lojas de conveniência, de peças automotivas, entre outras, também assumiram o compromisso de regulamentação. O MPT fará um monitoramento, durante dois anos, para verificar o cumprimento do Termo de modo a garantir que novas irregularidades sejam inibidas e praticadas.

Imprimir